quinta-feira, 3 de julho de 2008


Usa preto, sai na noite, bebe, fuma e dança. Sempre a procura da boca que nunca beija, sempre a procura do corpo que nunca encontra. Risos, sorrisos, gestos. Vai a qualquer lugar e qualquer hora. Anda sozinha na noite, esquece que tem vizinhos e tenta esquecer o que tanto falam, simplesmente porque os que falam não sabem do que falam, não sabem que o que está lá dentro - bem no fundo - é muito diferente do que enxergam os olhos astigmáticos. O difuso se transforma em certo e linhas turvas se tornam reais para os que acham que sabem...

Mas quem saberia se no negro da noite
Todas as cores perdem seu brilho
E branco sempre será preto.


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