domingo, 3 de abril de 2011

"Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber. Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências. Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos. E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar."(...)

- C.F.A -

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Soluço


Tipo soluço? É, tipo soluço. Começou do nada e do nada parou. Desconheço causa, só consequência. Amargo agora uma secura: a garganta, descosturada, me recrimina - e não sei o que fiz; foi algo que bebi que a ressaca não curou. Enquanto durou, não foi bom nem ruim; foi interessante. Não tive tempo para julgar, definir isso que me ocorria com estranheza; de modo que não sei se ter acabado foi minha salvação ou se me atira às trevas. Há, ainda, a esperança de que recomece quando eu estiver distraída. O problema é que agora eu só penso nisso.


- Priscila Lopes -