Ela se dispersa de si mesma, quando, sem saber pra onde ir, vai pra qualquer lugar que alguém vá. E ela anda, ela viaja, ela corre. Pra lá e depois pra cá. Em sentido horário e anti-horário. Em sentido contrário, até. De carona, a pé, de motocicleta. Sempre acompanhada. Ela vai, vai, vai. Volta. E lá vai ela de novo. E quando se dá conta, está novamente no ponto de partida. Ela sente uma estranha sensação quando isso acontece. A estranha sensação de nunca ter saído de si mesma. E ela se entristece. Mas ela se engana. Ela saiu, sim. Ela viu, ela andou. Ela sabe muita coisa das suas andanças. Ela só não sabe pra onde ir agora...
(Eloyin)
...Ela só precisa dar ouvidos à voz selvagem que vive dentro de todas nós, a que sussura, "fique aqui o bastante... fique o tempo necessário para reanimar sua esperança, para abandonar seu sangue-frio terminal, para renunciar a meias-verdades defensivas, para se insinuar, para abrir caminho com precisão ou com violência; fique aqui o suficiente para ver o que é bom para você, para se fortalecer, para fazer aquela tentativa que terá sucesso; fique aqui o suficiente para completar a corrida, não importa quanto tempo demore ou de que forma isso ocorra".
(Mulheres de correm com lobos - Clarissa Pinkola Estés)
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